Pesquisadoras/es do Métis participarão da 35ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA), organizada pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia - GO, entre 13 e 17 de julho de 2025.
Teremos Mesas Redondas compostas por integrantes do Métis, além de apresentações de comunicações.
Confira nossas Mesas Redondas:
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MR 42 - Expulsões, Tecnociências e Lutas Territoriais no Vale do Submédio São Francisco: análises antropológicas de uma frente de expansão econômica no Semiárido Brasileiro
Coordenação
Adalton Marques (UNIVASF)
Participantes
Natacha Simei Leal (UNB), Márcia Maria Nóbrega de Oliveira (escola de ativismo), Adalton Marques (UNIVASF)
Resumo: Esta Mesa Redonda busca abordar múltiplas dimensões da constituição do Vale do São Francisco, entre o oeste de Pernambuco e o norte da Bahia, como importante fronteira econômica (do agrohidronegócio, mineração, energias renováveis, além de comercial e de serviços) após as construções das barragens de Sobradinho e Itaparica entre as décadas de 1970 e 1980. Se a região é considerada por governos estaduais e federal e por setores empresariais como um “modelo de desenvolvimento econômico sustentável”, no qual destacam-se a fruticultura, os grandes projetos de irrigação e a transposição do Rio São Francisco, diversas frentes disciplinares evidenciam a face violenta desses empreendimentos e o disparo de conflitos em territórios indígenas, quilombolas, de fundo de pasto e de pequenos agricultores. Esta Mesa Redonda, a partir de pesquisas antropológicas no Vale do São Francisco, pretende analisar formas de luta que emergiram a partir da década de 1970 e são protagonizadas por populações expulsas, realocadas forçadamente e atraídas por setores econômicos emergentes. Nesse enquadramento, ênfases analíticas em projetos desenvolvimentistas, expulsões territoriais, tecnociências, investimentos estatais e formações de mercados produzem novas conexões empíricas para a investigação de relações entre problemas concernentes às expropriações econômicas e à degradação ambiental, chamando a atenção para as frentes de resistência por direitos culturais e territoriais e a defesa do bioma Caatinga.
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MR 53 - Modos de Temporalização e Práticas de Historicização entre Povos Camponeses e Tradicionais: “Tempos” Narrados, Coisas e Relações Associadas
Coordenação
Camila Galan de Paula (UNIVASF)
Debate
Jorge Luan Rodrigues Teixeira (UVA)
Participantes
Yara de Cássia Alves (UEMG), Karina da Silva Coelho (Assessoria Técnica Independente), Janice Alves Trajano (UFPEL)
Resumo: Diferentes trabalhos etnográficos realizados entre povos camponeses e tradicionais brasileiros apontam como tais grupos narram a sua história a partir do contraste entre um tempo de agora e “tempos” passados. Ao contar suas experiências de vida e a história das famílias, lugares e comunidades, as pessoas comumente se referem não a cronologias específicas ou a modos mais oficiais e consolidados de datação, mas sim a “tempos” nomeados - e.g. “tempo da maniçoba” - ou qualificados - e.g. “tempo das dificuldades”. Tais “tempos” aparecem nas narrações das histórias das comunidades circunscrevendo certas moralidades, coisas e relações sociais específicas a cada temporalidade. Esta Mesa Redonda objetiva fomentar a reflexão comparada sobre esses modos de temporalização, promovendo, a partir das pesquisas etnográficas das suas participantes, uma reflexão conjunta que indaga: quais relações de poder atravessam e constituem os “tempos” narrados? Como as pessoas contrastam o tempo presente da narrativa aos diferentes tempos pretéritos? Como se sobrepõem ou se diferenciam os tempos? Que marcos - ambientais, de políticas públicas, de estrutura fundiária - aparecem como indicadores de mudanças de tempos? Pode-se estabelecer contrastes ou sobreposições entre cronologias externas às formas narrativas etnografadas e os tempos narrados? O que esse modo de conhecimento ensina sobre as histórias e as práticas de historicização dessas comunidades?
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MR 73 - Territórios e travessias no Gerais: agência, política e reparação
Coordenação
Joana Ramalho Ortigão Corrêa (Coletivo Florescer Cerrado)
Participantes
Ana Carneiro Cerqueira (UFESBA), Marcela de Queiroz Bertelli (Instituto Cultural e Ambiental Rosa e Sertão), Damiana de Sousa Campos (Instituto Rosa e Sertão)
Resumo: O Gerais se inscreveu no imaginário brasileiro a partir da obra Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, contudo, antes de estar dentro de nós, o sertão mineiro é um território real, geográfico e político que atravessa disputas históricas pela terra. Do espinhaço às barrancas, do cerrado à mata seca, das várzeas aos vãos, estes territórios sofreram invasões e seguem em conflito por demarcações reparatórias. Indígenas, quilombolas, geraizeiros, caatigueiros, comunidades de fundo e fecho de pasto, vazanteiros, apanhadores de sempre-vivas, compreendidos como agências culturais coletivas produtoras de sociobiodiversidades, têm papéis fundamentais no cenário de contenção das mudanças climáticas. A antropologia, tanto pela atuação acadêmica quanto no campo da cultura e dos direitos sociais, têm sido uma aliada nos processos de mediação pela proteção de modos de vida de povos e comunidades tradicionais e a demarcação de territórios. Nesta mesa, a partir da interação entre práticas antropológicas, políticas de cultura, cartografias sociais e agências de povos e comunidades tradicionais, conversaremos sobre travessias que desenham futuros ancestrais na imensidão do Gerais. A mesa reunirá quatro mulheres cujos percursos de vida e trabalho estão inscritos de forma diversas neste território.
Confira as comunicações aprovadas:
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Refletindo sobre a ausência das questões ambientais na formação curricular dos economistas brasileiros a partir de aberturas transdisciplinares
Beatriz Judice Magalhães (USP)
GT 017 - Antropologia das ciências, tecnologias e outras ancestralidades
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Parir a vida em meio à morte: maternidade negra, antinegritude e parentesco político no Movimento Independente Mães de Maio
Matheus de Araújo Almeida (USP)
GT 073 - Existências negras: entre a sujeição e a fuga
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Bordar memória, fazer política
Milena de Oliveira (USP)
GT 090 - Memórias sensíveis, contramemórias e patrimônios incômodos: políticas, suportes e narrativas
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Reflexões sobre políticas desenvolvimentistas e de segurança nacional a partir da Vila São Joaquim, em Sobradinho-BA, durante a década de 1980
Sabrina Luz (UFSCar)
GT 115 - Transições democráticas e controle social: repensando marcações temporais
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Vírus e transdução: notas para uma antropologia transdutiva da Influenza Aviária
Sthevson Lourran de Melo Santos (USP)
GT 019 - Antropologia das relações humanos-animais
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Escutar o boi: experimentações etnográficas com som e paisagem sonora no bumba meu boi do litoral ocidental maranhense
Vitor Sampaio Soares (USP)
GT 111 - Som, música e eventos: experimentações etnográficas