Fazer antropologia no movimento do boi a instabilidade como princípio epistemológico no Bumba meu boi
Vitor Sampaio Soares

A partir da experiência de acompanhar o Boi da Fortaleza, em Cururupu, Maranhão, durante a festa do Bumba meu boi, este ensaio reflete sobre as relações entre feitura, movimento e produção de conhecimento antropológico. Seguindo os processos de construção, uso, desgaste, morte e renovação do boi, bem como os conflitos e improvisos que atravessam a brincadeira, argumento que a instabilidade não constitui um obstáculo a ser superado, mas uma condição de sua existência. Inspirado nos modos pelos quais os brincantes respondem às contingências, proponho a instabilidade como princípio epistemológico para a prática antropológica.

Edição, volume, número
35, 1
Ano
2026
Periódico
Cadernos de Campo (São Paulo - 1991)
Páginas
1-11
ISSN/ISBN
0104-5679