Partindo da ideia de restituição de dados aos interlocutores participantes da pesquisa, este artigo busca refletir sobre o lugar que as genealogias ocupam na restituição. A rep-resentatividade, a materialidade, a forma, bem como os significados das genealogias, tornam-se cruciais para pôr em causa se elas podem ser consideradas uma restituição de resultados, de dados “brutos” ou, se são restituições de outras ordens, dada singu-laridade de suas formas na pesquisa antropológica. Para tal, a restituição mais recente da autora, de uma pesquisa ainda em curso sobre uma síndrome hereditária foi com-parada com pesquisas anteriores realizadas pela mesma autora nas quais genealogias também foram objeto da restituição. Argumenta-se que as genealogias são um objeto de restituição contextual, em que a singularidade de cada interlocutor promove diálo-gos diferenciados e dinâmicos. Além disso, o seu estatuto de imagem, esboço, desenho e de documento das genealogias permite múltiplas formas, momentos e interesses na restituição.
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