O pesquisador Gabriel Guarino de Almeida (pós-doutorado Métis/USP) ministrará o curso Antropologia e Sinologia: Ressonâncias Etnográficas, no primeiro semestre letivo de 2026, no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP.
O curso ocorrerá às quintas-feiras, 9h às 13h.
Inscrições (Alunos Regulares): 05/01/2026 a 18/01/2026. Inscrições (Alunos Especiais): datas a seres divulgadas no site do PPGAS.
Início do curso: 05/03/2026. Finalização do Curso: 28/05/2026.
Confira o resumo a seguir:
Este curso pretende aproximar Antropologia e Sinologia desde uma perspectiva etnográfica, investigando, a partir de pesquisas contemporâneas acerca da China e suas diásporas, possíveis ressonâncias entre esses campos. Partindo da hipótese de que quaisquer pesquisas sobre a China se beneficiam de uma incursão no longevo campo de estudos da civilização chinesa, o curso tem como objetivo fornecer uma compreensão da Sinologia enquanto disciplina a partir de uma crítica antropológica, fomentada pelas potencialidades da China como campo etnográfico ainda pouco explorado (seguindo o argumento de Feutchwang e Bruckermann, 2016). Para isso, o curso prevê três grandes temas, que serão organizados e subdivididos conforme o planejamento a ser construído com os estudantes, a depender de seus interesses e pesquisas. Primeiro, apresentaremos a noção de cultura chinesa como zhonghua wenhua 中华文化, o que nos permitirá enfrentar o que Simon Leys (2005) nomeia como o “culturalismo chinês”, que foi maturado ao longo das dinastias e constituirá o cerne da cultura letrada – porta de entrada tanto para pensarmos a sinologia como decorrente do encontro colonial com a Europa do século XVII, quanto para acessarmos as elaborações próprias sobre arte e filosofia na China. Caminhamos então para uma segunda exploração, cujo interesse é conectar a Sinologia à “saga da Antropologia na China” (Guldin, 2015), acompanhando as primeiras etnografias produzidas no início do século XX e as transformações políticas que a partir daí condicionam as possibilidades de produção antropológica desde o território chinês. O terceiro tema, que corta transversalmente o curso, é conhecer e aproximar a produção da “Nova Sinologia” às etnografias contemporâneas, com destaque para as recentes produções em língua portuguesa.
