Métis Convida - Alex Flynn
Caminhos para utopia: Temporalidades de transformação no Movimento dos Sem Terra
15 Setembro 2025 - 16:00
Auditório do LISA - Rua do Anfiteatro, 181, Cidade Universitária, São Paulo

Métis Convida é uma série de eventos abertos do Métis, com a proposta de debater temas transversais aos eixos do projeto temático com pesquisadoras e pesquisadores convidados.

A sétima edição do evento convida Alex Flynn, professor da Universidade da Califórnia (UCLA), que falará sobre sua pesquisa com o Movimento dos Sem Terra no Brasil. 

O evento acontece no dia 15 de setembro às 16:00. Será aberto a outros participantes do DA/PPGAS.

Confira o resumo da apresentação:

Fundado em 1984, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tornou-se umareferência internacional para a luta pela reforma agraria. Durante quarenta anos, o MSTrepresenta um farol de esperança e, enquanto outros movimentos progressistas sedissiparam, ele persiste revigorado: 450 mil famílias assentadas; mais de meio milhão depessoas com acesso à segurança da terra e da moradia.Ainda assim, membros do movimento falam da reforma agrária e do próprio MST como umdesejo e uma contradição. O caráter utópico do movimento é discutido, tanto como umaimpossibilidade, quanto como uma saída futura, ou seja: um sonho, porém também umdispositivo. Como compreender tais contradições? De que maneira os contornos lineares deuma política utópica se encontram com as formas e fluxos de uma luta geracionalcontinuada que se realiza na terra?A partir de uma perspectiva etnográfica de longa duração, esta fala examina comoprodutivas tensões internas entre ideais utópicos e práticas contra-utópicas emergentescontribuem à longevidade do movimento, para além de sua reconhecida forte organização evisão coletiva. Ao longo de quarenta anos, a experiência vivida da luta, diferentemente deuma ruptura performativa, enraíza-se em um tempo que se estende e se dilata por meio dasações corporificadas das comunidades e de sua relação com a terra. Nesse sentido,considera-se que o ativismo não é um ato momentâneo, e sim uma prática relacional econtínua — em que até mesmo as menores ações comunitárias reverberam.

 

 

cartaz métis convida flynn